Quando iniciei esta sucessão de discussões temáticas ainda no Semper Fi, a minha intenção era a de discutir 5 temas que pensava na altura ser importante serem abordados até para eu compreender se teria mesmo uma visão assim tão radical do mundo, da vida, da sociedade… Com o feedback que fui tendo chego definitivamente à conclusão que tenho mesmo essa visão! Mas queria apenas registar que o facto de ser extremamente exigente e procurar sempre mais não significa que seja infeliz! Significa apenas que não me acomodo ao status quo vigente, não aceito as coisas como mas dão e tento sempre compreender ou encontrar um motivo para… Sempre fiel…
Nesta tertúlia não comentarei o que inicialmente tinha pensado comentar porque simplesmente acho que era muito polémico e de polémica já chegam os anteriores, deste modo tentarei falar sobre algo menos controverso, penso eu! E aproveitando um dia mundial, o dia da mulher…
A mulher na Sociedade – Emancipação?! Discriminação?!
Uma noite destas ouvi com muita atenção a opinião de duas mulheres, bem formadas e informadas, opiniões essas completamente divergentes e que vou partilhar convosco para assinalar as vossas opiniões.
De uma forma muito sentida e revoltada uma dizia que achava inacreditável o facto de uma mulher receber menos que um homem fazendo o mesmo e muitas das vezes sendo até mais competente e produtiva ou que a perspectiva de progressão na carreira dessa mulher era muito inferior á de um homem apenas porque sendo mulher poderia a qualquer momento decidir ter um filho, ou porque tinha menos disponibilidade de tempo visto que sendo mulher teria que fazer mais tarefas que o homem (cuidar da casa, ir buscar os filhos…). Isto é discriminação! Mesmo existindo actualmente um enquadramento legal que coloca homem e mulher em igualdade de direitos, o enquadramento cultural e social relega a mulher para uma posição de inferioridade relativamente ao homem no campo profissional.
A outra mulher contra-argumentava que essa era a realidade e como tal a decisão a tomar por cada mulher em consciência seria a de optar por encarnar nesse papel maternal e “caseiro”, dedicando a sua existência á casa, ao marido e aos filhos, ou de optar por ter uma carreira de sucesso abdicando dessa fantástica dádiva que significa a continuidade de sangue. Ela própria tinha optado por uma dedicação total à sua profissão fazendo questão de informar o seu superior disso mesmo, conseguindo 3 promoções em 4 anos. Acrescentava ainda que as mulheres não se podem colocar na posição de vítimas mas sim enfrentar essa realidade, essa opção com frontalidade! E que não podem exigir os mesmos direitos mas depois continuar a reclamar por pequenos privilégios, como por exemplo abrirem-lhes a porta, tratamento mais suave em caso de erro, etc.
Em suma, duas abordagens completamente diferentes deste fenómeno social que continua a ser a discriminação originada pelo machismo, sendo que existe em maioria nas próprias mulheres porque muitos homens apenas não colaboram mais nas tarefas de casa porque simplesmente foram habituados assim e as suas esposas são as primeiras a continuar com essa “tradição”.
Uma mudança radical na instituição familiar terá que ser operada, apesar de algo ser impossível alterar, apenas a mulher tem essa dádiva. No entanto, o enquadramento cultural terá que se ajustar à nova realidade profissional de ambos os cidadãos que tem o direito a oportunidades iguais.
Nesta tertúlia não comentarei o que inicialmente tinha pensado comentar porque simplesmente acho que era muito polémico e de polémica já chegam os anteriores, deste modo tentarei falar sobre algo menos controverso, penso eu! E aproveitando um dia mundial, o dia da mulher…
A mulher na Sociedade – Emancipação?! Discriminação?!
Uma noite destas ouvi com muita atenção a opinião de duas mulheres, bem formadas e informadas, opiniões essas completamente divergentes e que vou partilhar convosco para assinalar as vossas opiniões.
De uma forma muito sentida e revoltada uma dizia que achava inacreditável o facto de uma mulher receber menos que um homem fazendo o mesmo e muitas das vezes sendo até mais competente e produtiva ou que a perspectiva de progressão na carreira dessa mulher era muito inferior á de um homem apenas porque sendo mulher poderia a qualquer momento decidir ter um filho, ou porque tinha menos disponibilidade de tempo visto que sendo mulher teria que fazer mais tarefas que o homem (cuidar da casa, ir buscar os filhos…). Isto é discriminação! Mesmo existindo actualmente um enquadramento legal que coloca homem e mulher em igualdade de direitos, o enquadramento cultural e social relega a mulher para uma posição de inferioridade relativamente ao homem no campo profissional.
A outra mulher contra-argumentava que essa era a realidade e como tal a decisão a tomar por cada mulher em consciência seria a de optar por encarnar nesse papel maternal e “caseiro”, dedicando a sua existência á casa, ao marido e aos filhos, ou de optar por ter uma carreira de sucesso abdicando dessa fantástica dádiva que significa a continuidade de sangue. Ela própria tinha optado por uma dedicação total à sua profissão fazendo questão de informar o seu superior disso mesmo, conseguindo 3 promoções em 4 anos. Acrescentava ainda que as mulheres não se podem colocar na posição de vítimas mas sim enfrentar essa realidade, essa opção com frontalidade! E que não podem exigir os mesmos direitos mas depois continuar a reclamar por pequenos privilégios, como por exemplo abrirem-lhes a porta, tratamento mais suave em caso de erro, etc.
Em suma, duas abordagens completamente diferentes deste fenómeno social que continua a ser a discriminação originada pelo machismo, sendo que existe em maioria nas próprias mulheres porque muitos homens apenas não colaboram mais nas tarefas de casa porque simplesmente foram habituados assim e as suas esposas são as primeiras a continuar com essa “tradição”.
Uma mudança radical na instituição familiar terá que ser operada, apesar de algo ser impossível alterar, apenas a mulher tem essa dádiva. No entanto, o enquadramento cultural terá que se ajustar à nova realidade profissional de ambos os cidadãos que tem o direito a oportunidades iguais.
Deixo apenas esta questão no ar, será que não perdemos todos nós, homens, mulheres e crianças com esta luta de sexos?!

4 comments:
Olá :)
Olha acho que ambas devem ser muito novas para dizerem as coisas assim.
Não me parece que hoje em dia a mulher seja encarada na sociedade como um ser inferior, parece-me é que com a extrema sensibilidade que as define por natureza, elas estejam sempre nessa balança e com essa necessidade de se mostrarem.
Quanto a discriminação por terem tarefas de casa e filhos!!!!bem isto até dá pena ouvir, pq a disponibilidade é a mesma o tempo é o mesmo, simplesmente se optam por carreiras ficam mais coordenadas ao tempo e isso assusta-as. Que eu saiba o homem de hoje ñ é nenhum tirano que obriga as meninas a estarem em casa!!!aliás é preciso é bulir para terem condições de terem uma familia estável, ou ñ???
É mentira que a mulher nos dias de hoje tenha que optar por filhos ou carreira.
As duas funcionam muito bem, existem é mulheres fracas!incapazes! que prejudicam aquelas que são fortes e percebem o seu lugar no espaço e na vida.
Dá-me arrepios de ouvir que ñ se pode ter filhos por causa de uma carreira...se calhar é melhor deixar o Mundo acabar!!!
Eu gostaria mais de ouvir, vamos fazer força para que hajam politicas de apoio ás mães, mas aquelas que fazem por isso e ñ a todas!!
Sim pq o principal problema é que existe um virús dentro das próprias mulheres que lhes corta os braços, principalmente se são funcionários públicos, arranjam maneira de engravidar nas alturas que elas sabem que ganham mais com isso.
Então a Mulher em geral tem que continuamente lutar contra ela propria o que isso sim ñ é justo.
Já para ñ falar em nós homens que tb permitimos que tal aconteça.
Ai e tal é mau tar em casa ñ gosto, mas depois arranjam tudo para ficar o mais tempo possivel e olha que isso nunca acontece nas férias legitimas :D se é que me faço entender.
Bem acho que ñ se deve pegar o assunto por aí nesses extremos, até pq ñ é verdade, esses extremos já ñ acontecem assim tanto e cada vez vai ser menos.
As mulheres são essencias na nossa sociedade e fazem parte da evolução do Homem, são anos perdidos aqueles em que elas ñ existiam??Talves, acredito bem que sim, mas ñ vale a pena tar sempre com estas coisas, agora chegou a vez delas, venham e ajudem a tornar isto um cadito melhor.
Eu ñ quero uma mulher fraca ao meu lado, quero uma que seja forte e tenha consciência do que sabe, pode e tem que fazer.
Ela é única e se perder a única identidade que a faz ser especial...ups!!!deixa de o ser.
vá ainda tou um cadito adoentado, deve tar atrapalhadito o texto,mas foi o que saiu.
[[]]
Sabes amigo, eu concordo com muitas coisas contigo, no entanto parece-me que a óptica que as mulheres auferem salários inferiores aos dos homens em determinados trabalhos mesmo sendo tão ou mais produtivas está bastante próxima da realidade!!
E muitas vezes se uma mulher não diz numa entrevista de emprego que não planeia ter filhos a curto médio prazo a verdade é que é preterida!!
Existem ainda muitos avanços a ser feitos..
Olá!
Já li este teu texto há uns dias e optei por não responder logo porque, ao contrário do que podias pensar inicialmente, este tema parece-me bastante polémico até, sobretudo enquanto existirem mentalidades como as que ainda existem hoje em dia!!
Obviamente que cada pessoa tem direito à sua opinião, mas há algumas opiniões que, apesar de ter que respeitar, me revoltam.
Como mulher sei, melhor que ninguém, a realidade em que vivo.
Há mulheres sensíveis, tal como há homens sensíveis, não creio que possamos pegar por aí. Esta é, talvez, a nossa "arma" para compensar a menor capacidade física face ao homem, mas isto não faz nem nunca fez de nós mais fracas e, muito menos, seres inferiores!!
Acho, aliás, Sei que há discriminação da mulher, sobretudo da mulher casada e com filhos no campo profissional, nomeadamente nos cargos mais importantes. Isto porque, infelizmente, e muito por culpa da própria mulher que dá aos filhos uma educação machista, é ela que está, na maioria das vezes, encarregue da lida da casa, da educação dos filhos, de tratar das coisas do marido, isto tudo para além do seu próprio emprego e, nesses casos a disponibilidade para o trabalho não será, obviamente, a mesma que terá um homem que não tem preocupações com estas tarefas e, por isso, nem sequer lhes dá o devido valor!
Felizmente esta realidade vai, aos poucos, começando a mudar e hoje em dia o homem já começa a ter um papel mais activo na lida da casa e na educação dos filhos, mas estas são ainda excepções e ainda há um longo caminho a percorrer, na minha opinião.
É verdade que uma mulher que queira construir uma carreira tem que abdicar de muito mais coisas que um homem. Uma dessas coisas é a vontade de ser mãe nova, por exemplo.
Eu própria tive que dizer que não pensava ter filhos a médio prazo para conseguir o emprego que tenho hoje. É triste, mas é a sociedade em que vivemos. E não admito que me digam que eu, ou qualquer outra mulher que o tenha que fazer só porque tem ambições, quer construir uma carreira e não ser uma simples empregada, esposa e dona de casa, é fraca ou incapaz!!
Não creio que seja uma política de apoio e incentivo às mães que vá ajudar nestes casos, mas antes uma política de igualdade de oportunidades...no emprego, na política, na sociedade!
Oi carla,
Ainda bem que dicidiste contribuir porque acho serem as mulheres quem poderá ter a melhor perspectiva da realidade e não da teoria ou até enquadramento juridico!
O que disseste vai de encontro ao que tenho ouvido e visto ao meu redor, no entanto lancei este tema até para poder conhecer melhor essa realidade. Tenho pena que não esteja a ser muito participado pois assim também não se lançam muitos dados novos...
Gostava que existisse um maior feedback até porque a minha opinião sobre este assunto ainda não está o suficientement madura!!
Obrigado por teres vindo aqui deixar mais um pouco de ti =)
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